
Resumo do Livro " O Sol do Brasil" e Análise crítica explicativa do texto“A promessa de prosperidadeda da 2º metade do século XIX à primeira década do século XX”
SCHWARCZ, L.M. O sol do Brasil: Nicolas- Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D. João. 1º Reimpressão.
No livro: “ O sol do Brasil”, a autora Lilia Moritz Schwarcz conta a história de um importante pintor, chamado Nicolas- Antoine Taunay , que desenvolveu uma arte neoclássica em terras tupiniquins, juntamente com outros artistas franceses ( Debret, Thomé e Lebreton etc). Esses artistas vieram de uma “missão artística francesa”, contratada e recepcionada por D. João- Rei de Portugal, na Colônia brasileira, no ano 1816. Essa missão artística foi uma importante precursora para o desenvolvimento das artes em geral, no território brasileiro, pois foi a partir dela, que D. João estabeleceu o ensino artístico, criando a Academia Imperial de Belas Artes. Trazendo com isso, novos propósitos de desenvolvimento para o Brasil, tais como: a abertura dos portos, para as negociações com outras nações, a criação do Banco do Brasil e universidades etc). Isso tudo, através da elevação do Brasil colônia para império português.
O livro de Lilia fala também do neoclassicismo, um estilo artístico que se baseia em uma arte clássica, realizada em moldes acadêmicos. O neoclassicismo teve inicio na Inglaterra, mas obteve o seu apogeu na França, em anos gloriosos com bastante luxo e requinte, através de grandes Imperadores ( Luís XIV e Napoleão Bonaparte) até meados do Séc. XVIII e XIX.
Os pintores desse movimento artístico, como Jean Antoine Watteau e Fragonard tinham como tema em seus quadros: arquiteturas de palácios clássicos, auto-retratos de imperadores com um perfil heróico, a arte Greco-romana, baseada na beleza do corpo humano, a mitologia e a natureza. Não esquecer de mencionar, que muitos artistas neoclássicos retratavam em suas pinturas, novos cenários e pintavam temas bíblicos, desenvolvidos, principalmente, aqui no Brasil, seguindo as regras do academicismo.
Segundo a autora, o estilo neoclássico está ligado a política, a família e o cotidiano das pessoas. Acrescentando, o neoclassicismo é um movimento artístico em oposição ao Rococó e o Barroco, ou seja, o neoclassicismo tinha como objetivo constituir um novo Renascimento nas artes.
A escritora se baseou em pesquisas artísticas e documentos históricos ( a carta de Taunay para D. João ) para a conclusão desse maravilhoso trabalho. O mais interessante neste livro, é a trajetória do pintor Taunay, que aos 60 anos de idade, se viu desamparado e com muitas dificuldades financeiras, depois de muitos trabalhos de sucessos e reconhecimento no império de Napoleão Bonaparte. Com isso, Taunay preocurou novos rumos para os seus ideais artísticos, em uma França cheias de transformações sociais e Revoluções políticas. Uma de suas atitudes, foi o enviou de uma carta para o D. João, tendo nela um pedido de emprego e asilo para um artista francês neoclássico.
Concluindo, Lilia Moritz Schwarcz retratou em sua obra, a “Missão artística francesa” como um dos fatos mais importantes para o desenvolvimento da arte brasileira para com os dias de hoje. Falando também do neoclassicismo e seus artistas, como Nicolas- Antoine Taunay, um pintor que desenvolveu técnicas e pintou quadros com um caráter clássico, respeitando os trâmites acadêmicos, retratando nisso tudo temas, como a família imperial, a natureza, os monumentos e a sociedade.
“A promessa de prosperidade:
da 2º metade do século XIX à primeira década do século XX”
Análise crítica e explicativa:
No texto:” A promessa de prosperidade”, nos deparamos com grandes inovações tecnológicas e artísticas no período do século XIX até o século XX. Nessa importante virada dos séculos, ocorre uma grande explosão de conhecimento em toda sociedade européia, refletidos em uma crescente industrialização nos meios de produção e mudanças sociais, que eram encontradas na forma de um trabalho alienado e explorador nesse período. Aparecendo também com essas novas tecnologias: o telefone, o primeiro avião, a luz elétrica, a água encanada, juntamente com o saneamento básico (esgoto) etc. E com todas essas criações tecnológicas, a vida das pessoas nesse momento começaram a melhorar aos poucos, mas ainda com alguns problemas com essas inovações, identificadas na parcela mais pobre da sociedade européia (operariado), que sofria com a falta de assistência governamental, e com salários baixos e altas horas de trabalhos nas fabricas, ou seja, o próprio acesso a essas melhorias.
Falando agora sobre a afirmação no estudo dirigido II, identificamos o Impressionismo como um importante movimento artístico, que revolucionou o modo de expressão de muitos artistas, durante o século XIX ao séc. XX. Esse estilo se destacou pela irreverência e expressão de dois pintores, que foram os precursores desse estilo, ou seja, com o Movimento impressionista. Os grandes responsáveis por esse estilo foi Claude Monet e Pierre-August Renoir. Eles ficaram bastante conhecidos ao pintarem seus quadros ao ar livre, quebrando totalmente as normas da Academias de Belas Artes, na França.
O mais interessante nesse texto, é como esses artistas foram corajosos e revolucionários em um período que a arte deveria seguir regras acadêmicas para serem consideradas arte de verdade. Tanto Monet e Renoir conseguiram retratar em suas obras, um modo de pintar mais leve, com novas tonalidades e focos de cores em diversos temas do cotidiano humano, e com uma liberdade de expressão e autonomia incomparável ao pintarem ao ar livre, fora dos ateliês etc. Não esquecer de mencionar sobre a invenção da fotografia, em 1820, sendo ela aprimorada em 1839, proporcionando aos artistas impressionistas mais tempo livre para desenvolver novas técnicas de pintura e outros tipos de pesquisa, pois com advento da fotografia, muitos fotógrafos passaram a registrar a sociedade e paisagens com essa nova tecnologia.
Concluindo, os artistas impressionistas, segundo o texto, falavam:” o importante não é o que pintar, mas como pintar”. Com essa afirmação, os artistas desse estilo (Monet, Renoir, Edgar Degas, Camille Pissaro, Alfred Sisley e Paul Cézanne) quebravam uma hegemonia artística de anos e cheias de regras impostas pelas Academias de Belas Artes Francesa, colocando em seus quadros suas próprias impressões em um século de mudanças tecnológicas e sociais, pois o olhar humano estava sendo modificado constantemente por novos pensamentos, crises e hábitos sociais.
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